31 de janeiro de 2018

[FLASHBOOK] As Brumas de Avalon | Marion Zimmer


Hoje venho estrear uma tag permanente aqui no blog, me juntando aos outros lindos que já a utilizam para divulgar queridinhos. Vou usa-la para falar de CLÁSSICOS, já que né flashbook vem de flashback e tal. Hahaha


E pra começar vamos falar das obras de Marion Eleanor Zimmer Bradley. Quem nunca ouviu falar de "As Brumas de Avalon"? Muitos conhecem, mas poucos sabem que a escritora foi uma das grandes defensoras e precursora da ficção científica. Nascida em família pobre no meio da Grande Depressão Norte americana, ela começou a escrever graças a uma máquina de escrever dada a ela por sua mãe. Ela escreveu livros eróticos e "romances baratos" para se sustentar e pagar seu curso, muito tempo depois de estar casada e com filhos.

Tornou-se famosa com muito esforço e seus livros tiveram muitas reedições, essas da foto são de 1982, sendo que foram publicados pela primeira vez em 1979. Ganhei de presente e foram encontradas em um sebo. A coleção se completa com o vol. 2 da edição amarela de 1985 e o vol. 4 da edição vermelha de 1989. Recentemente foi lançado um volume único por uma editora brasileira e deixo aqui a sinopse do skoob da edição deles: 
"Grande clássico da literatura mundial retrata a mítica história do rei Artur a partir da perspectiva de mulheres mágicas e poderosas. Por séculos, as lendas arturianas povoaram o imaginário de leitores de todo o mundo. As Brumas de Avalon é considerada por muitos a versão literária definitiva do mito e muitas gerações de mulheres se deixaram arrebatar pela escrita envolvente de Marion Zimmer Bradley. Pelos olhos de mulheres complexas e poderosas como Morgana das Fadas, Viviane, a senhora do Lago, Igraine, Morgause e Gwenhwyfar, os reinos de Camelot e de Avalon são revisitados neste clássico, repleto de magia, sensibilidade e intrigas. Uma releitura monumental das lendas arturianas..."
Quem gosta de high Fantasy com certeza vai amar "As Brumas de Avalon". Essa foi a dica de hoje, espero que tenham gostado, logo volto com mais Flashbook! 

[VARIEDADES] MANAUS ARTIST GANG | Janeiro: Verão


Oi gente! Tudo bem? Hoje eu vim apresentar pra vocês o Manaus Artist Gang. O MAG é um coletivo manauara que incentiva ilustradores, fotógrafos, escritores e outros artistas a divulgarem e aperfeiçoarem seus trabalhos. Todos os meses temos temas diferentes, o que ajuda na produção das artes. Faço parte do time da escrita junto com o Jan Santos e as fundadoras do MAG, Luciana Rebello e Andressa Barroso. Você pode achar o MAG no instagram no @manausartistgang, na bio tem o link do nosso grupo no whatsapp.

Essa foi a arte destaque do mês de janeiro (tema verão), do Luiz Oliveira e vocês podem ver as outras ilustrações dele no instagram @luizsymbian.

O Circo vai postar, de agora em diante, nos últimos dias dos meses, todo o material de escrita produzido pelos incríveis participantes do MAG. O tema do mês de janeiro foi verão e saíram textos belíssimos que você pode ler abaixo!
NO VERÃO - Por Henrique Rebello

Ouvi dizer certa vez,
Que o que acontece no verão é passageiro.
Que por mais que te envolva por inteiro,
Rápido se acaba, como rápido se fez.

Logo vem a chuva companheira
Solidária ao ver minhas lágrimas cair.
Tudo porque no fim da tarde te vi partir
Mostrando minha alegria ser passageira.

Ó chuva de verão,
Que com ventos varre a terra 
Sopre, sopre sobre mim e encerra
Essa dor que comprime meu coração.

Te deixo molhar meu rosto
Cobrir-me todo meu corpo 
Esfriando-me até desfalecer
Quem sabe então perecer.

Ah! Paixão juvenil
Sonho, desejo pueril
Retrato de minha essência
Reflexo de minha eterna adolescência.

Como me entorpece, me suga
Esse vício fatídico similar aos ultraromanticos
Que, de fato pereceram em seus versos de prantos
E que ora meu reflexo traduz em fuga.

Fujo da realidade
Pois logo a  chuva irá passar.
E logo virão outras estações, e a verdade…..
É que um novo verão irá chegar.


HÉLIO E A LUA - Por Jan Santos

Hélio é apaixonado pela lua de verão.

Ele sente sua chegada quando a pele esquenta sem motivo algum no meio da noite, e sabe que logo quando as chuvas pararem, ela vai voltar.

O verão faz com que a lua lhe conte algumas coisas secretas, sobre o que mora atrás do sol e debaixo do rio, sobre a verdade que se esconde no fundo do mar. E tudo isso ela lhe diz em uma voz sussurrante, uma sereia encrustada no céu.

Logo ela chegará novamente, e como em todo ano, Hélio lhe dará presentes.

Da última vez, ela se agradou bastante com os girassóis que Hélio cultivou nos fundos do quintal.

Com aquelas pedras de raio douradas que ele compra perto da igreja.

Com o potinho cheio de seiva de árvore e mel das abelhas do seu Hortêncio.

Ao fim do último verão, se ele conseguisse o presente certo, ela lhe prometeu um beijo.

Imagina isso, um beijo da lua de verão?

Hélio tinha esse sonho toda noite desde a promessa, pois já tinha o presente ideal.

Este ano vai ser especial.

A mesa já está posta.

Há girassóis e margaridas amarelas.

Há tulipas nos vasinhos longos.

Há mel e abelhas voando sobre os favos.

Há seiva escorrendo das mangas que enchem os cestos.

E há o sangue que colheu do coração de seu irmão, que Hélio passa delicadamente nos lábios quando vê a lua aproximar-se dele, tocar sua mão como uma amante e sentir o gosto aveludado da rainha da estação.

O que será que ela vai lhe pedir para o ano que vem?

 MARCELA, FILHA DO SOL - Por Ayrton de Oliveira

Tem algo de tão agradável no sol que Marcela não consegue explicar, em uma cidade em que o ano inteiro é verão, é bem melhor virar companheira do sol que reclamar o ano inteiro do vasto calor do nosso astro rei. 
Sua rotina era calma todo dia, Marcela acordava cedo para ir comprar pão no mercadinho próximo a sua casa. A jovem não era de conversar com os vizinhos, mas reconhecia todos, mesmo que os rostos já estivessem envelhecidos do tempo e do calor, pois a vizinhança era a mesma desde que a moça era criancinha.

No exato momento em que saia de casa, alguns rostos familiares já estavam nas ruas. Dona Teodora era a vizinha que morava mais próximo a sua casa, que sempre varria a calçada, tirando as folhas secas que caiam de sua mangueira. Seu Pompeu era um velho com as barbas brancas como as nuvens e magro como um graveto, essa era a sua aparência desde que Marcela se entendia por gente, quando o velho Pompeu fazia trabalhos como pedreiro na vizinhança. 

Dos outros rostos que Marcela conhecia, ela não sabia os nomes, mas criou nomes para eles mesmo assim. A vizinha da porta da frente era a “Dona Highlander”, uma senhora de 93 anos de aparência tão velha quanto o tempo que Marcela jurava que era imortal. A “Dona Rosinha” era a senhora da vizinhança que sempre estava cuidando de seus netos, a senhora não vivia uma vida parada, arranjava mil coisas para fazer pois não queria ser tratada como um peso morto, a senhora teimava com os filhos que não queriam mais ver a mãe trabalhando, mas cuidar de seus netos era uma alegria que a senhora via ser algo bem diferente de um trabalho.

De pão comprado e café tomado, a moça decidiu sair da rotina nessa quarta-feira que o sol a chamava para brindar de seu calor. Marcela separou apenas o seu violão enfeitado com algumas pulseiras de São Pedro e São Francisco, o botou nas costas e foi andar em direção da pracinha que aprendeu a amar.

Andar era algo que Marcela amava, a pracinha não ficava tão longe de sua casa, a menina andava pelas calçadas, observava a rotina de outras pessoas que andavam na rua. Gente sorrindo, gente atrasada para o trabalho, gente triste, gente estressada, gente cuidando dos filhos e gente ouvindo música alta. 

Marcela chegou na pracinha e sentou em um banco com uma visão privilegiada do sol que seguia quente. Se encostou no tronco da árvore que cobria o seu banco, preparou seu violão e tocou uma ou outra canção. Dias como esse são o que fazem a vida valer a pena, dias sem preocupação, dias de folga, dias de sol com calmaria e calor, dias assim eram o seu amor de verão.


SONETO DE VERÃO - Por Eduardo Pedrosa 

Onde deixaste o teu calor?
Na floresta, escura e fria?
Ou guardado por uma flor
Que um novo Verão prometia?

O que a Primavera deixou
Que não rui sob esse Sol ardente?
Nenhum dos sinais ajudou
A ver o caminho à frente?

Então, tua vida, como as folhas
Começa lentamente a cair
E de que importam as escolhas?
Ao Outono começas a ir

E quando passar o Verão
Quantas pétalas restarão?


INCERTEZA - Por Halaise Chagas

Acordei triste,
intrigado.
Pensando no tempo,
que é limitado.

Que foge por entre meus dedos.
Eu ainda nem o usei direito
e tudo vai-se acabando...

Gota a gota vai-se esgotando.
Vejo a vida indo embora e...
o que fiz até agora?!

(Só vejo o tempo passando...)

Acordei triste sem motivo aparente.
Talvez pelo mundo,
que anda meio doente. 
Pelos amores que morrem e cada lágrima derramada.

Cansada, me lamentando,
enchi a xícara até a bora. 
A chuva caindo lá fora e, 
dentro do quarto, eu me debatendo.

Pensei no sucesso, na glória,
nas coisas que, pra mim,
são monótonas.

Queria esquecer-me no tempo.
Queria me drogar com Belchior até de madrugada!
(ando com a vida meio apertada e tudo me vale um momento.)

Coloquei a caneta no bolso.
Quem sabe não me inspirava um pouco ver a  noite me cobrir?!
E nem andei apressado.
Mesmo com o rosto molhado já não me interessava o fim.

Pensei em Sartre.
O que o levou a escrever "O Muro"?!
Vejo seres tão imundos!
Talvez o mundo seja mesmo ruim.

Coloquei as mãos no bolso,
olhando para os meus pés encharcados,
pensamentos agitados:
o que eu sou, enfim?!

Talvez não seja nada!
Talvez seja uma carta para alguém abrir.
Talvez eu seja os meus versos incompletos,
meus medos tão incertos de nunca conseguir...

Talvez eu seja a incerteza.
Eu sou a incerteza!
Essa é minha única certeza:
a de que eu não sei nada de mim!


Essas foram as produções desse mês, vocês podem ver as dos meses anteriores no perfil do MAG. O tema do mês de fevereiro é LENDAS INDÍGENAS e você pode mandar sua produção para maoartistgang@gmail.com

Vamos valorizar o nacional, galera! Beijos e até a próxima!

29 de janeiro de 2018

[RESENHA] ME CHAME PELO SEU NOME | ANDRÉ ACIMAN



"A casa onde Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o jovem está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas na villa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver. Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia impaciente que parece atravessar o convívio inicial dos dois surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido. Uma experiência inesquecível, que os marcará para o resto da vida. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Uma narrativa magnética, inquieta e profundamente tocante."
Título: Me Chame Pelo Seu Nome | Autor: André Aciman | Editora: Intrínseca | Ano: 2018 | Páginas: 288 | Gênero: Ficção, Drama, Romance, LGBTQ

Este livro talvez seja uma das histórias mais marcantes que já li, digo isso por alguns motivos que fizeram com que a narrativa torna-se encantadora, sensível e poética. Me Chame Pelo Seu Nome, de André Ancian, é um livro de temática LGBTQ, que narra a história da relação entre Elio e Oliver. Uma narrativa simples e linear que retrata a relação de dois rapazes, mas que foge daquela fórmula de livros com a temática LGBTQ, fórmula essa que sempre procura retratar personagens que são rodeados de preconceitos, violência, doenças e mortes. Talvez por retratar uma história que vai por outro caminho que não seja esses que citei que a narrativa tenha me conquistado de um jeito extremamente marcante. Friso aqui que tais assuntos precisam ser debatidos e retratados, pois é a realidade da comunidade LGBTQ, mas ser rodeado apenas com esses assuntos cria uma imagem negativa sobre as relações homoafetivas e ao termos contato com uma simples história sobre o amor enche-nos de sentimentos bons.

Me Chame Pelo Seu Nome é um livro sensível sobre o amor que nos conta a história de Elio, um singelo rapaz de 17 anos, que convive com a arte e literatura e faz delas sua grande paixão. Conhecemos Oliver, um universitário de 24 anos que é convidado a passar um período de seis semanas em uma cidade do interior da Itália para concluir seu manuscrito a respeito de um filósofo grego e ser uma espécie de assistente do pai de Elio, na qual é um professor universitário bastante importante.   

A narrativa é formada pelas memórias de Elio daquele verão que passou com Oliver, ou seja, nosso narrado é o próprio Elio relatando suas experiências, descobertas e anseios daquele verão que deixou marcas em sua vida. O autor soube captar muito bem essa atmosfera conturbada da adolescência para a vida adulta de Elio, aquele turbilhão de sensações (negação, reconhecimento, assimilação, aceitação). Soube também dosar a sensualidade e o erotismo sem parecer grotesco ou piegas. 

O desenvolvimento da relação de Elio e Oliver e a transição da amizade para o envolvimento mais afetivo é de certo modo sutil, tranquila e até previsível, visto que o foco não é necessariamente a relação dos dois, mas todo o sentimento que engloba esse momento. Outro ponto de destaque do livro é a forma como o autor retrata a diferença de idade dos personagens e como eles encaram essa situação que para muitos é uma barreira na relação.

Volto a frisar que enalteço Me Chame Pelo Seu Nome pelo fato da ausência de violência, homofobia, doença e morte, temas esses que como já citei aparecem com uma enorme frequência em livros de temática LGBTQ. É claro que estamos distantes de um mundo ausente desses males e a literatura sendo uma "ferramenta" de denúncia a respeito dessa violência direcionada ao público LGBTQ acaba por alcançar diversos públicos. Penso que muitos leitores poderão achar que o cenário retratado e a forma como os pais do Elio, principalmente o pai dele que constrói um dos mais belos e importantes diálogos da narrativa, lidam com as situações postas são idealizadas de modo exagerado, mas reconforto-me em ver retratado outro ponto de vista a respeito de uma relação homoafetiva: uma história de amor, de amadurecimento e de autoconhecimento. 

O livro ganhou uma adaptação cinematográfica que tem se destacado e recebeu uma indicação no Oscar na categoria Melhor Filme. Assista abaixo o trailer do filme e inspire-se para ler o livro e assistir ao filme.


Vejo vocês em breve,
Elivelton.
Instagram: @luxxvis


12 de janeiro de 2018

[TBR - To be read] #JornadaMLV | Maratona Literária de Verão | Por: Geek Freak


Oi literamigos, tudo bem com vocês?

Então né, ultimamente eu estou com umas ideias meio loucas na cabeça, tipo participar de maratonas literárias que sei que irei flopar. MAS EU SOU BRASILEIRA E NÃO DESISTO NUNCA! Gente, eu não costumo participar de maratonas porque meu tempo é muito regrado e maratonas requerem muita atenção. Por outro lado, essas maratonas ajudam as pessoas a darem um gás na leitura, então eu super apoio.


Eu nunca participei com tanto afinco de uma maratona como estou inclinada a participar dessa. Pra quem não conhece a MLV (Maratona Literária de Verão) ela é organizada pelo Victor Almeida, do canal Geek Freak pra movimentar e unir os leitores tanto no verão (MLV) quanto no inverno (MLI). O mais legal é que são montados temas pra cada maratona. Veja bem, ele não faz uma lista de livros a serem lidos, esse não é o objetivo. Dessa vez foi criado um mundo fantástico, onde existem dois reinos (duas equipes) e cada reino possui quatro cidades, cada uma com um desafio diferente. Legal né? Clicando aqui você assiste o vídeo com todas as explicações do Victor. E aqui você vai pro tweet dele com todas as cidadezinhas. 

MAS VAMOS AO QUE INTERESSA! A maratona vai acontecer dos dias 13 ao dia 27. E o que vou ler nessas duas semanas? Confesso que ainda tô em dúvida na segunda cidade e no desafio extra do rei, mas seguimos firmes, até amanhã eu decido - até parece. 

A primeira cidade é ELBEN: 



Bom, para essa cidade eu fiquei muito em dúvida porque tem tanto livro que eu deveria ter lido em 2017 (rsrsrs). Mas escolhi Sociedade da Rosa da Marie Lu, o segundo volume da série Jovens de Elite, lançado pela editora Rocco em 2016.


"Sociedade da Rosa é o segundo volume da saga de fantasia medieval Jovens de Elite e mostra a jovem Adelina Amouteru com sede de vingança. Depois de ser renegada pela família, ela é traída por aqueles em quem confiou, e parte em busca de outros malfettos — sobreviventes da febre do sangue que, como ela, possuem dons fantásticos —, para formar um exército próprio e combater a Inquisição do Eixo. Mas o ódio e o medo que a alimentam podem levá-la por caminhos perigosos, e uma oferta tentadora vai testar a verdadeira natureza dos seus poderes e de sua personalidade. Uma sequência de tirar o fôlego para uma saga épica." (skoob)

A segunda cidade é CELESTINE: 






Celestine é um nome tão bonito não é? Pra essa cidade eu escolhi o livro A Bússola de Ouro do Philip Pullman que comecei há muito tempo e não terminei, então vou aproveitar a maratona para - tentar - terminar. Foi publicado pela editora Objetiva em 2007.


"O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso — mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Todo ser humano possui um daemon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar. 
Lyra é uma menina levada que vive na tranqüila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores. 
Na paisagem árida do Norte, onde tenta encontrar Roger, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças-cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armadura e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino." (skoob)

A terceira cidade é NÉFATO:



ADORO NACIONAIS! E pra essa cidade eu também escolhi um livro que comecei e não terminei na época por conta da faculdade. Abrakadabra: A Fênix Azul do meu conterrâneo F. B. Vláxio. Estou super ansiosa pra terminar essa história que já se provou ser incrível.

Com seus 17 anos e o plano de não se apaixonar por ninguém, Edgar nunca pensou que sua vida perfeita pudesse ser abalada. Até conhecer Klaus, o cara de outra cidade que agora frequenta a mesma escola que ele.

Klaus, por outro lado, não faz ideia de que a família de Edgar vem de uma linhagem poderosa de bruxos e que, munido do feitiço correto, ele seria capaz transformá-lo numa lagartixa vesga com um único estalo de dedos.

Os dois acabam pulando as etapas da amizade e se apaixonam logo de cara, tendo de arcar com as consequências desse sentimento instantâneo enquanto lidam com a descoberta de um amor proibido.

Para piorar, um bruxo das trevas resolve abrir um portal para o Desmundo, permitindo a invasão de demônios ao plano físico dos humanos. Sem alternativa, inimigos de longa data são obrigados a unir forças para combater ameaças jamais vistas na pacata cidade de Anévoa.

Com bruxos que usam identidades secretas, demônios à beira da crise existencial e uma cidade cheia de seres místicos que não sabem a diferença entre uma perna quebrada e uma perna com fratura exposta, ‘A Fênix Azul’ é uma história sobre o valor da amizade e o nascimento da bravura, que traz em seu repertório rituais mágicos, monstros lendários e disputas por poder capazes de definir o vencedor na batalha entre bruxos e demônios." (skoob)

E a quarta cidade é EL BUIRÉ:





Essa foi mais fácil e na verdade me deu o empurrão que eu precisava pra ler Stephanie Meyer. Sim, eu nunca li algo dela e não, eu não vou começar por Crepúsculo. Escolhi A Química, publicado em 2016 pela editora Intrínseca. 



"Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.

Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou. 

Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo." (skoob)

Se vocês acham que é """"apenas"""" isso estão enganados. O Victor adora uma surpresinha, então ele lançou os desafios do rei e da rainha de cada reino.

O desafio da RAINHA:


Esse também foi relativamente fácil porque como vocês já perceberam eu adoro começar 3294832098432 de livros ao mesmo tempo então eu resolvi terminar A Traidora do Trono, da Alwyn Hamilton, publicado em 2017 pela editora Seguinte.


Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam. (skoob)
E FINALMENTE O ÚLTIMO DO ÚLTIMO DESAFIO:


Para o último desafio eu escolhi NADA. Não sei que conto vou ler ainda, e provavelmente só vou decidir no último dia de maratona, mas tá valendo.

É isso gente, eu espero que vocês tenham gostado, E QUAL É A TBR DE VOCÊS? 
Beijos e até a próxima!  

26 de dezembro de 2017

[RESENHA] "CORTE DE NÉVOA E FÚRIA", Sarah J. Maas | EU SENTI O IMPACTO!



Oi gente! Eu já terminei a trilogia Corte de Espinhos e Rosas e não sei como prosseguir minha vida! Mas vamos por parte. Trouxe pra vocês a resenha do segundo livro, e vocês podem ler a resenha do primeiro aqui. CUIDADO COM OS SPOILERS!

Título: Corte de Névoa e Fúria | Autor: Sarah J. Maas | Coleção: Corte de Espinhos e Rosas | Editora: Galera Record | Ano: 2016 | Páginas: 658 | Gênero: Fantasia, Romance, YA
O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da série Trono de Vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos. (Skoob)
ACOMAF é o segundo livro da trilogia e cumpre seu papel de solidificar a série muito bem. Após os acontecimentos de Sob a Montanha, Feyre tenta retornar a vida normal na Corte Primaveril, agora como noiva de Tamlin, apesar de viver aterrorizada pelo que passou e pelo medo de Rhysand (Grão-Senhor da Noturna) vir cobrar o acordo, a tatuagem no braço sendo um lembrete diário. 

Só que ela não melhora. A recusa de Tam a deixar ajudar nos assuntos importantes a deixa irritada e sem vida. Ela tem que se portar como a donzela que NÃO é, cumprir o papel de indefesa que não é. No dia do casamento ela atinge o ápice da ansiedade e implora por ajuda, vindo de Rhys que a leva para a Corte Noturna que não é o que ela esperava.


Com o passar do tempo, Feyre nota as mudanças de humor constantes de Tamlin, se tornando tóxico a ponto de faze-la surtar e ser salva por Morrigan, ou Mor, prima de Rhys. Ela passa a viver na Corte Noturna, onde é tratada como igual, com o potencial que tem e com os poderes que estão se inflando. Ela treina, ajuda, participa e vai melhorando. Infelizmente Amarantha era só o começo, e com a ameaça iminente do rei de Hybern ela precisa escolher entre deixar ser levada pelo passado ou novamente vestir a armadura de guerreira.

Então GENTE, ufa! Em primeiro lugar a Sarah quebra o estereótipo de herói sem arrependimento. Feyre ficou com cicatrizes e traumas profundos. Outra coisa é que nem sempre os sacrifícios feitos por alguém serão retribuídos, Tam se mostra opressor e possessivo enquanto o inimigo se mostra o contrário. Aparências enganam e nós nunca sabemos tudo ou conhecemos totalmente as pessoas. Elas mostram o que querem ou o que precisam. Sobre a fantasia, é INCRIVELMENTE bem escrito, os poderes, personagens, paisagens, o enredo, simplesmente um livro único e que tira o fôlego a cada página.

ESCRITO POR: Tammy Rosas
@tammyrosas

21 de dezembro de 2017

[RESENHA] "CORTE DE ESPINHOS E ROSAS", Sarah J. Maas | O QUE TÁ ACONTECENDO?



Gente, oi, tudo bem? POR AQUI NÃO ESTÁ NADA BEM! Desde que lançou Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR (A court of thorns and roses) para os mais íntimos) eu estava desesperada pra ler, então a partir de outubro comecei minha jornada por Prythian. 

A deusa no céu e Sarah J. Maas na terra! Manos, depois dessa trilogia não sei como prosseguir a vida. Sei que já tem muitas resenhas de ACOTAR no mundo, mas eu preciso DESABAFAR! Antes de começar é válido lembrar que a Sarah também escreveu a série Trono de Vidro que é outro TIRO!

Título: Corte de Espinhos e Rosas | Autor: Sarah J. Maas | Coleção: Corte de Espinhos e Rosas | Editora: Galera Record | Ano: 2015 | Páginas: 434 | Gênero: Fantasia, Romance, YA
Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. 

Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados. (fonte: skoob)
Corte de Espinhos e Rosas conta a história de Feyre, uma mulher comum que vive em um mundo dividido entre humanos (mortais) e feéricos (imortais). Existem muitas lendas e boatos sobre os feéricos, pois após a última guerra os 2 mundos se mantém separados por uma muralha invisível. Feyre já fez parte de uma família rica, hoje ela tem sorte se consegue colocar algo comestível na mesinha do pequeno chalé que mora com o pai aleijado e as duas irmãs mimadas - Elain e Nestha. Sendo a mais nova, ela não aproveitou tanto a fartura da vida rica e logo se adapta a vida de camponesa, aprendendo a caçar e a vender. Em um dia de caça ela se vê entre a vida e a morte ao encarar um imenso lobo... Grande demais... Feérico? Ele está entre ela e a caça que seria seu alimento dos próximos dias, então ela atira e... Nada acontece, apenas um lobo comum. 

Dias depois o preço da caça é cobrado e Feyre é arrastada para Prythian, a terra cheia de magia, mistérios e crueldade dos feéricos. Pelo menos é assim que ela foi ensinada... Prythian é dividida por Cortes - Primaveril, Outonal, Estival, Invernal, Noturna, Diurna e Crepuscular - e ela foi "reinvidicada" pelo Grão-Senhor da Corte Primaveril, Tamlin.

Mapa de Prythian

GENTE, vale ressaltar que o mapa muda de acordo com a história, cada livro vem com alguma diferença no mapa logo no início. Ele vai se adaptando de acordo com o que acontece na história. É simplesmente incrível!

Tamlin se mostra poderoso, mas bondoso. Deixa claro a ela que não é uma prisioneira e que pode fazer o que bem entender. O tempo passa e Feyre, sendo curiosa como sempre, começa a explorar a enorme propriedade de Tam, a história de Prythian e seus segredos. As coisas começam a dar errado quando Tam fica mais preocupado com um mal que assola Prythian há quase 50 anos, mas que até então ele conseguiu manter afastado da sua corte. Feyre se vê em meio a uma guerra a qual ela não pertence, mas para proteger aqueles que ama ela lutará até o final e se tornará outro ser depois de tanto sofrimento.


fanart Feyre, por: Merwild em DeviantArt

A escrita e história de Sarah são inebriantes. Enquanto lia eu me sentia em Prythian e a cada página tinha mais curiosidade em explorar cada cantinho desse mundo inteiramente novo. O primeiro livro é uma releitura de "A Bela e a Fera", mas eu garanto a vocês que é 50 vezes melhor. A autora pegou uma ideia tão simplória de uma maldição e transformou em um UNIVERSO INTEIRO. Os personagens são tão bem escritos que você acredita de cara até em quem não deveria. E do meio para o final do livro a ação te deixa sem fôlego. Já li os outros e garanto que SÓ MELHORA. Logo terá resenha. No próximo post sobre ACOTAR colocarei minhas quotes favoritas. QUE LIVROS SENHORES! 

Escrito por: Tammy Rosas
@tammyrosas

19 de dezembro de 2017

[RESENHA] "JAWS", Peter Benchley | Andou na prancha, cuidado o Tubarão vai te pegar!



Oi literamigos! Depois de muitos e muitos dias chorando consertando o layout do blog, TEMOS RESENHA! Nossa movimentação é bem maior no instagram, mas não deixaremos o bloguinho de lado!

Título: Tubarão | Autor: Peter Benchley | Coleção: ---- | Editora: DarkSide Books | Ano: 2015 | Páginas: 280 | Gênero: Terror, Mistério e Suspense

Um clássico do cinema, o longa que lançou Steven Spielberg ao estrelato. Tubarão é inegavelmente uma obra prima do suspense e porque não, do terror. Mas esse marco no cinema começou em 1975 quando Peter Benchley escreveu um livro sobre o animal que mais lhe fascinava.


[Peter Benchley como repórter em Tubarão]

Nessa edição maravilhosa da Darkside Books, temos o prefácio escrito pelo próprio autor. Nela ele explica como surgiu seu fascínio por tubarões, como veio a ideia para história e esclarece alguns pontos que na época eram desconhecidos (tubarões não gostam do sabor de humanos, por exemplo).

Começamos nossa história conhecendo a cidade de Amity, uma pequena ilha próxima a Nova York, cuja economia gira em torno do turismo sazonal decorrente do 4 de julho. Com o fluxo alto de pessoas nesse período do ano, a cidade consegue se manter durante os outros meses, até que um desaparecimento coloca tudo em risco.

O conceito apresentado pelo autor é muito bem feito, temos nosso protagonista, Chefe Brody, que acaba de descobrir que um tubarão é responsável pelo ataque, logo após encontrar o que restou do corpo da moça desaparecida. Ele tenta de todas as formas manter a segurança da população, interditando a praia. Ao mesmo tempo que tem que aguentar a pressão do prefeito que quer a reabertura imediata, caso contrário, a economia de Amity se desfaleceria.

Toda essa trama política, bem como os trechos onde são narrados os ataques do tubarão, fazem do livro uma obra muito gostosa de ler. O suspense criado por Bancheley te imerge facilmente na história, e te coloca, tal qual as vítimas, num ambiente totalmente sem saída, com um puro e simples observador passivo esperando a ação inevitável do predador.

Num momento específico do livro, o autor se perde e acaba enveredando para uma trama secundária totalmente desnecessária, mostrando o drama da esposa de Brody e um affair que não acrescenta em nada a trama, apenas para preencher o livro com mais algumas páginas.


[Steve Spielberg]

Entretanto Tubarão é uma leitura obrigatória para quem adora suspense e terror, eu como bom cinéfilo tenho que indicar o filme também. Peter Benchley, que escreveu os primeiros esboços do roteiro do longa, conseguiu usar um medo primitivo do ser humano (o de ser devorado por um predador) e mesmo com toda a evolução do homem, com suas armas e sua sensação de estar no topo da cadeia alimentar, o faz temer o poder de um animal totalmente irracional, capaz de exterminar com uma população de todas as maneiras possíveis.

ESCRITO POR: Alberto Carvalho
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