17 de janeiro de 2015

[Resenha] A seleção - Kiera Cass


"Não queria ser da realeza. Não queria ser Um. Não queria nem tentar."




Autor: Kiera Cass
ISBN: 9788565765015
Tradução: Cristian Clemente
Páginas: 368
Editora: Seguinte
Ano: 2012
Pontuação: 5/5









Sinopse da editora: "Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.

Então America conhece pessoalmente o príncipe - e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar." 





Atenção: Pode conter spoilers

 A Seleção é uma distopia, se passa num futuro alternativo, no país de Illéa, atual Estados Unidos, após a quarta guerra mundial onde voltou a ser monarquia. A sociedade de Illéa é dividida em 8 castas, cada uma delas tem uma função e nível de riqueza, a Um é composta pela realeza e a Oito pelos mais pobres. America é uma Cinco, a casta dos artistas.

"Nossa casta era a terceira antes do fundo do poço. Éramos artistas. E os artistas e músicas clássicos estavam só três degraus acima da sujeira. Literalmente. Nosso dinheiro era curto, vivíamos na corda bamba e nossa renda dependia muito da mudança das estações."

America vive com os pais e dois de seus quatro irmãos (May e Gerad, enquanto Kenna e Kota já vivem em outros lugares).

Em Illéa, as princesas se casam a partir de acordos, para fortalecer as alianças do país, já os príncipes fazem um concurso, que é parcialmente televisionado (uma espécie de reality show que passa durante o Jornal Oficial), em que 35 garotas, uma de cada província são selecionadas e vão para o palácio para que o príncipe escolha sua futura esposa. Cartas chegam nas casas em que há jovens entre 16 e 20 anos, para que estas preencham o formulário e enviem de volta ao palácio onde ocorre o sorteio das garotas. 

America é provavelmente a única garota que não quer participar da Seleção e ter a chance de conquistar o príncipe Maxon. Uma das razões é Aspen, seu namorado que é mantido em segredo, por três motivos: o primeiro é que é proibido manter relações antes do casamento, segundo que, para ver Aspen, America sai depois do toque de recolher de casa e terceiro, Aspen é de uma casta abaixo da sua, ele é um Seis, a casta dos ajudantes, e normalmente as mulheres procuram casar com um homem de casta superior. As leis de Illéa são severas e se os dois fossem pegos eles poderiam ser desde açoitados ou mantidos na prisão pro resto da vida. 

Depois de Aspen e sua mãe muito pedirem e a mãe de America lhe oferecer um acordo, ela aceita preencher e enviar o formulário, pois sabe que nunca vai ser selecionada. O resultado sai em duas semanas. Na semana em que o resultado iria sair, America se encontra com Aspen novamente e leva várias comidas e fala sobre o acordo que fez com a mãe, o que leva ele a pensar que está fazendo ela abrir mão de muito para ter pouco na vida como Seis se eles se casassem, então inesperadamente Aspen termina com America. 

No dia do anúncio das Selecionadas, America ainda não consegue tirar Aspen da cabeça e toma um susto quando sua foto aparece no Jornal Oficial... Ela foi selecionada. 


Na semana seguinte ao sorteio a casa de America é invadida por trabalhadores do palácio para prepará-la pra viagem e à estadia no palácio. 

Na chegada ao palácio, America se sente atordoada e sufocada durante a noite, então, mesmo tendo ordens de que não poderia sair do palácio ela corre para o jardim, sendo impedida de passar por um guarda, então aparece o príncipe Maxon. 

"-Deixem-na sair!
Era uma voz jovem, mas cheia de autoridade. Minha cabeça se voltou em sua direção, um poucode propósito e um pouco sem querer. Ali estava o príncipe Maxon. Ele parecia um tanto estranho graças ao ângulo em que minha cabeça pendia, mas reconheci o cabelo e o jeito travado."

Depois de uma conversa curta e grossa, America se acalma um pouco e Maxon a deixa sozinha com o pedido de não contar as outras sobre esse encontro, pois só deveria conhecer as Selecionadas no dia seguinte. 

No manhã seguinte Maxon conversa brevemente com todas as Selecionadas, e quando chega a vez de America ela pede desculpas pelo comportamento da noite anterior e Maxon pede explicações do motivo dela estar ali e se ela quer que ele a libere. No final eles decidem por... Amizade. America vai ajudar Maxon na escolha da futura princesa, como uma amiga.

"-Conheci todas as garotas deste salão e não penso em outra que seria uma amiga melhor que a senhorita."

Durante o café da manhã, Maxon a chama na frente de todas as Selecionadas e eles acabam fazendo uma aposta.

Os dias seguem com America tendo que aprender sobre a vida e etiqueta do palácio, entre encontros com Maxon e participações no Jornal Oficial. 

Em pouco tempo muita coisa acontece, algumas brigas, altos e baixos entre Maxon e America (alguns MUITO engraçados). Os dois ficam íntimos rapidamente, a conversa flui naturalmente e eles se sentem a vontade. Mas nem tudo é um mar de rosas. Illéa tem um problema sério com rebeldes, com invasões e guerras frequentes e o palácio fica o caos quando ocorre algo assim. A princípio pensamos que os rebeldes querem a queda de Illéa e todos mortos, mas com uma rápida teoria de Maxon, entendemos o quão complexo é o assunto. O que eu gostei, é que mesmo nessas horas a Kiera conseguiu manter a leitura leve, foi um feito e tanto tendo 27 garotas presas em uma sala (No primeiro ataque relatado no livro já haviam sido eliminadas 8 garotas).

Nas conversas entre Maxon e America, os assuntos são bem variados. Ele procura saber mais sobre a vida fora do palácio, e ela conhecê-lo. Até que um dia Maxon pergunta sobre a pessoa que America ama (ou amava), no caso Aspen, ela acaba chorando no final da história. 

"-Maxon, espero que encontre uma pessoa sem a qual não possa viver. Espero muito. E desejo que nunca precise saber como é tentar viver sem ela."

Depois de uma entrevista no Jornal Oficial, Maxon aparece no quarto de America como havia virado costume. Eles trocam algumas palavras a respeito da entrevista, a conversa fica meio desconcertante, então Maxon deixa escapar: 

"-A propósito - ele prosseguiu, elevando um pouco a voz -, se você não quiser que eu m apaixone, não pode ficar assim tão linda." 

É ENTÃO senhoras e senhores, que tudo se complica e facilita ao mesmo tempo. 


Bem, A Seleção é a primeira distopia que li que é descontraída, sem uma tensão aparente durante as cenas, a Kiera soube dividir isso muito bem. É o primeiro da série, e como eu já li os 3, em minha opinião o mais leve. Não que os outros não sejam tão bons quanto, mas a gente percebe a mudança. 

É um livro cativante e que dá vontade de ler várias vezes. Leiam e me digam o que acham, comentem na foto do instagram (@paginasencenadas), estou sempre por lá.  
Obrigada pela visita, espero que tenham gostado.

2 comentários:

  1. Oi, eu quero muito ler esse livro e me apaixonar pelo Maxon, conheço só pelo que me falam e parece ser muito bom! Ah, te indiquei para uma tag lá no blog, bjos ^^
    http://respiralivros.blogspot.com.br/

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    1. Oi Hemilly, estava viajando e só pude ver agora, obrigada pelo comentário e pela marcação, vou responder sim.

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