8 de janeiro de 2016

[Resenha] "O Aprendiz do Arquimago", Michael A. Iora.

Título: "O Aprendiz do Arquimago" 
Coleção: As Crônicas de Herannon, 3ª Era
Autor: Michael A. Iora
Editora: Chiado
Páginas: 630
Gênero: Ficção Fantástica
Lançamento: 2015
Edição: 
ISBN:  978-989-51-4936-0




Nota: 5/5




Booktrailer: 


Sinopse: 

“Você foi honrado com a oportunidade de ser meu discípulo, uma honra que qualquer um dos acadêmicos de Everard desejaria, pois embora tenham bons mestres, eu estou muito acima de todos eles. O treinamento será muito mais árduo, não duvide disso, mas terá suas recompensas. Se sobreviver, digo, se resistir até o final, sob a minha orientação você virá a tornar-se um mago de altíssimo valor, admirado e invejado por muitos.”
Entretanto, o menino elfo descobre amargamente que tamanha honra não é concedida sem que um alto preço tenha de ser pago, e que simplesmente estar sujeito ao desagradável temperamento de seu excêntrico e arrogante tutor deve ser a pior prova que alguém pode ter de suportar. Não obstante, ele se vê obrigado a enfrentar não apenas um treinamento extremamente rígido e insano, mas também a saudade de sua mãe e um sentimento de urgência crescente.
Conseguirá o garoto conquistar sua tão desejada graduação, superando todos os desafios impostos e, pior, a crueldade e intolerância de seu próprio mestre? 
Enredo:

No grande mundo de Herannon coexistem inúmeras raças, como por exemplo os elfos, anões, humanos e meio-humanos. Cada raça possui um ou mais reinos, sendo algumas mais respeitadas do que outras. O que é comum à elas é que, dependendo da capacidade (e do seu lugar na sociedade), qualquer ser pode se tornar mago, feiticeiro, guerreiro... 

A linda e alta elfa, Senhora de Elennan, tem um filho, uma criança ainda, que deseja ser um grande guerreiro, porém isso vai contra a vontade de sua mãe, então quando ele alcança certa idade, ela pede que o mais poderoso Arquimago de Herannon treine o menino e o torne um grande mago. 

Mesmo contrariado, Aglarion aceita a decisão da mãe e conhece o arquimago Kyehntw'arthal, e logo vê que ele é estranho, pois com certeza não é um elfo, apesar das orelhas pontudas e também não é completamente um humano... Por causa das orelhas pontudas. O menino conclui que o arquimago é um meio-humano. 

"- Aglarion, este é meu velho amigo Kyehntw'arthal. Como você sabe, ele é o mais poderoso arquimago vivo, tendo conhecimento e poderes além da imaginação." - Senhora de Elennan
Logo conhecemos a personalidade forte de Kyehn, que não mostra gentileza para ninguém, é sempre rude e com uma língua afiada pronta para ofender a todos.

E assim, Aglarion parte com Kyehn, deixando sua mãe desolada. Chegando na casa do mestre conhecemos Amahande, uma feiticeira humana que está longe de ser amiga de Kyehn, mas faz favores à ele quando o arquimago precisa viajar.  Conhecemos também "Seu Inútil" e "Roliça", os empregados de Kyehn que não parecem se importar com os nomes pejorativos que o Arquimago lhes deu. Por último aparece Vedriny, uma criança, elfa, protegida de Kyehn. 

Descobrimos que a elfa era filha dos mestres de Kyehn, e com sua morte, o Arquimago assumiu a guarda da criança e de livre e espontânea vontade lhe ensina magia. Aglarion percebe que os dois tem uma relação diferente. Ela parece ser a única que se opõe ao mestre sem receber insultos ou ameaças de volta e também a única, em todo o Vasto Mundo, que Kyehn aceita os pedidos e é mais gentil. 

"- Não leve a sério as bobagens que Kyehn fala - ela riu. - Não vou lançar fogo e nem causar qualquer mal a você. Muito pelo contrário! Fico feliz em ter alguém com quem brincar, já que Kyehn é chato e rabugento, e Amahande raramente vem aqui." - Vedriny

Aglarion começa a treinar com o mestre, no início tudo é muito difícil e Kyehn não facilita em nada a convivência dentro de casa e sempre tentando fazer com que o menino desista. Com o passar do tempo, Aglarion mostra que apesar de tudo e no fim das contas, tem algum talento. 

Muitos ciclos (anos no tempo de Herannon) se passam e o treinamento só se torna mais árduo, com desafios físicos extremamente desgastantes, o que para o pequeno elfo parece ser inútil, o que teria correr em uma trilha, fazer escaladas, nadar no lago, a ver com um treinamento de mago?! O elfo fica mais frustrado ainda quando descobre que, apesar de todo o trabalho já feito, todo o aprendizado, o treinamento vai durar no mínimo 15 ciclos e Aglarion apresenta pressa em se formar. É então que descobrimos, e Kyehn desconfia, que o menino quer se formar não apenas para ter uma profissão, mas que guarda um segredo consigo ligado à um cristal que ele carrega no pescoço. 

Com o passar dos ciclos, Aglarion mostra desenvoltura nas magias e para expandir a visão de mundo dos elfos, Kyehn os leva a Torinyan, a cidade humana. Lá, descobrem que uma antiga ordem maligna de bruxos mortos-vivos está de volta e que pretendem acabar com os grandes magos e feiticeiras de Herannon, começando por Kyehn, que fica incomodado com a notícia, mas não leva muito à sério.

Paralelo a vida do Arquimago, o treinamento de Aglarion continua, mas agora com Provas, onde há riscos reais, monstros reais e o elfo não tem certeza se consegue provar para o mestre que ele é capaz. Apesar das dúvidas, Aglarion se supera nas provas, coisa que nem Kyehn pode negar.

Em uma das voltas pra casa eles encontram Amahande, que estava à procura deles. Ela diz que sua tutora, Alzabeth, também feiticeira humana, precisa falar com Kyehn urgente sobre seus inimigos. Chegando lá eles são emboscados e só Kyehn é capaz de lutar contra os inimigos... Mas lutar não quer dizer que ele vá vencer... 

"- Vocês dois, levem Vedriny para longe daqui- rosnou o arquimago, erguendo o queixo de forma desafiadora. - Amahande, mantenha as crianças a salvo, com a sua própria vida se necessário." - Kyehntw'arthal

OPINIÃO DA LEITORA:  

O Aprendiz do Arquimago foi o primeiro livro que li em parceria com a Chiado Editora. A edição do livro é muito bem feita. Não achei erros de português, a folha amarela facilita a leitura, a fonte é agradável e a capa é LINDA! 

Bom, eu adorei o livro. A construção do cenário é demais. Ao contrário de muitos livros atuais de ficção que vemos, onde a Terra coexiste com outra dimensão onde vai se passar a história, Michael criou um mundo do zero, mas mesmo assim incluiu os humanos, no meio de tantas outras raças. Devo dizer que me senti lendo Senhor dos Anéis, apesar de serem histórias completamente diferentes e com uma escrita mais diferente ainda, ou então jogando algum RPG (que eu adoro) com uma narrativa para incrementar o jogo. 

Talvez o tamanho do livro assuste algumas pessoas, mas as cenas e os capítulos são longos, com muitos diálogos e saltos temporais. Michael não nos jogou uma história inteira sobre um mundo completamente novo em 630 páginas, pelo contrário, os mistérios, como o segredo de Aglarion e o porque da personalidade de Kyehn ser tão dura, nos fazem ler até o final para ver se descobrimos algo. Do meio para o fim do livro eu já tinha uma ideia do porque Kyehn não ser gentil com Aglarion, mas fiquei frustrada por não descobrir outras coisas que COM CERTEZA estarão nos outros livros, me deixando mais ansiosa ainda. 

A utilização do idioma élfico, Ketilon, bem como as medidas de tempo e espaço, ajudaram muito a criar um ambiente novo, demorei pra acostumar, mas o glossário com pronúncias e o que as medidas correspondem no nosso mundo no final do livro me salvou.

O final do livro é angustiante, cheio de mistérios e ao mesmo tempo cheio de revelações, foi um fechamento de tirar o fôlego.

A minha única dificuldade foi acompanhar o crescimento dos elfos, pois o tempo não age sobre eles, no final do livro (pelas minhas contas) os elfos tinham cerca de 72 ciclos e ainda eram adolescentes, sendo que desde o começo os imaginei adolescentes, mas não tirou a magia do protagonista ser um elfo. A outra dificuldade foi me localizar em Herannon, pois apesar da boa descrição dos reinos por onde se passa a história, não diz onde as cidades são localizadas, se Torinyan é perto de Elennan e vice-versa, ou onde no fim das contas, o Arquimago mora. 

Detalhes à parte, o livro é fantástico, a trama é envolvente e como eu adoro livros grandes (principalmente de ficção), 630 páginas voaram em duas semanas e ainda tive que me conter para aproveitar a história. 

E Michael... EU QUERO O SEGUNDO! 

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Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!
Nos acompanhem pelas redes sociais!

2 comentários:

  1. Certamente o autor deve ter adorado essa resenha! E deve ter ficado muito feliz em saber que você gostou do trabalho dele! ;p


    O modo como você descreveu a história e as personagens foi ótima, demonstra que realmente apreciou o livro, e para um escritor isso é algo muito, muito especial!

    Um abraço e sucesso com o blog! (já me inscrevi c: )

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    Respostas
    1. Obrigada Michael! Fico feliz que tenha gostado, desejo o mesmo pra você, abraço!

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