21 de março de 2017

[LEITURA] Resenha: Bom dia, Verônica | Andrea Killmore

Oi gente, tudo bem? Comigo não está! SOCORRO! Eu tô chocada depois de terminar de ler esse livro. Bom dia, Verônica é sem dúvida um dos melhores suspenses policiais NACIONAIS que já li. De maneira calma e enervante, Andrea Killmore nos transporta para o caos, a brutalidade, a doença impregnada em personagens que vivem na grande São Paulo e que passariam despercebidos por qualquer um.

Título: Bom dia, Verônica | Autor: Andrea Killmore | Coleção: ---- | Editora: DarkSide Books | Ano: 2016 | Pag: 256 |Gênero: Suspense/Mistério
Em "Bom dia, Verônica", acompanhamos a secretária da polícia Verônica Torres, que, na mesma semana, presencia de forma chocante o suicídio de uma jovem e recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Com sua habilidade e sua determinação, ela vê a oportunidade que sempre quis para mostrar sua competência investigativa e decide mergulhar sozinha nos dois casos. No entanto, essas investigações teoricamente simples se tornam verdadeiros redemoinhos e colocam Verônica diante do lado mais sombrio do homem, em que um mundo perverso e irreal precisa ser confrontado. 

Andrea Killmore compõe thrillers como os grandes mestres, e sua experiência de vida confere uma autenticidade que poucas vezes encontramos em suspenses policiais, vibrante e cruel — como a realidade. (skoob)
Narrado em primeira pessoa Bom dia, Verônica vai nos contar a história da própria Verônica, mãe de duas crianças, casada e uma simples secretaria da polícia civil, do departamento de homicídios... Até você a conhecer melhor. Ela nem sempre foi uma simples secretaria. Verônica era escrivã aspirante a detetive, mas devido a um infortúnio familiar acaba presa a papelada e burocracias por anos. É então que entra na delegacia uma mulher moribunda, que atende por Marta Campos, pedindo ajuda ao chefe de Verônica, o delegado Carvana. Porém, o cara deixou de ser um bom policial há algum tempo e simplesmente despacha Marta para o colo da secretaria. Em uma tentativa de acalmá-la, Verônica se afasta e esse foi seu erro... Marta se joga pelo parapeito da janela e morre. Quando questiona o chefe o que a motivou, ele alega que as mulheres ficam loucas quando se apaixonam e a manda "engavetar" o caso.

Inconformada com o descaso do delegado, Verônica decide investigar por conta própria e vê aí sua chance de retornar à "glória". Depois de dar uma entrevista que mudaria sua vida para sempre ela resolve invadir a casa de Marta Campos para ver o que descobre. Nesse meio tempo tenta lidar com os filhos e o marido que, segundo ela, apesar de ser perfeito é um chato e entediante. 

Entra em cena Janete, com as partes também narradas em primeira pessoa, vamos conhecendo o dia a dia de uma mulher que foi privada de sua própria vida. Esposa de um policial militar, Janete foi tirada de sua terra natal, uma cidadezinha do interior, com a promessa de viver como uma princesa ao lado de seu príncipe encantado. E por um tempo realmente foi assim. Mas então seu marido começa a revelar seu lado mandão, rude, grosso, violento e com gostos sexuais extremamente mórbidos e bizarros. Ele força Janete a fazer coisas que ela nunca nem imaginou que poderiam ser feitas. Depois de muito sofrer nas mãos do marido ela assiste a entrevista dada por Verônica e decide pedir ajuda. Morrendo de medo ela entra em contato com a policial, mas se arrepende inúmeras vezes por vários erros que ocorrem no caminho.

Depois de conhecer Janete, Verônica está mais do que empenhada em resolver os dois casos, livrar Janete das garras do marido e fazer justiça contra o homem sem escrúpulos que levou Marta a se matar. Porém, quanto mais ela se aprofunda no caso de Marta, mais perverso, nojento e doentio o caso fica, e por outro lado se perde no caso de Janete que fica cada vez mais perigoso para ela, para Janete e até para sua família... Verônica vai descobrindo uma versão de si que não conhecia e que talvez a impeça de voltar para a antiga simples secretaria que era. 
"Andrea Killmore sabe como pode ser perturbador mergulhar na mente de um assassino." - Ilana Casoy, criminóloga e especialista em serial killers
Morte, tortura, doença, sangue, brutalidade, corrupção, dupla personalidade, problemas mentais. Acho que essas seriam as palavras que eu utilizaria se me pedissem para descrever o livro. O que traz mais próximo para nossa realidade é que se passa em São Paulo, enquanto nós imaginamos que algumas coisas só acontecem nos países estrangeiros ou em filmes existem barbaridades acontecendo debaixo dos nossos narizes. 

O livro aborda assuntos muito importantes como corrupção na polícia, descaso com os crimes, relacionamentos abusivos, problemas de personalidade e tantas outras coisas que se fossem levadas em conta evitaria muitos crimes. A única coisa que me incomodou foram algumas partes lentas, relevando esse ponto o livro é extremamente inebriante.

Um ponto que nos instiga são as poucas informações que temos da escritora. Sob o pseudônimo de Andrea Killmore, pouco nos revela sobre sua vida, e segundo a sua descrição no livro quanto menos soubermos dela melhor, porém... Ela escreve como se tivesse vivido todos os casos... Será?!

A RESENHA DE BOM DIA, VERÔNICA É UM OFERECIMENTO DA LIVRARIA LEITURA DO AMAZONAS SHOPPING! O livro está com um preço ÓTIMO! Corra e adquira... Depois corra para se esconder embaixo do lençol e devore o livro.

É isso gente, até a próxima, beijos!
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