28 de julho de 2017

[AUTORANDO] POR QUE HONRAMOS MILTON HATOUM? + FLICS

 Eae circenses, tudo bem? Aqui é o Jan.

            No último fim de semana, Manaus foi palco de uma iniciativa conjunta entre SESI, FIEAM e várias outras associações: o I Festival Literário e Cultural do SESI (FLICS). Com a proposta de se tornar um poderoso articulador cultural na cidade, o FLICS convidou vários produtores de conteúdo locais, entre editoras, quadrinistas, escritores (aqui também me incluo), youtubers, blogueiros (destaque para nós que apenas COBRIMOS TODO O EVENTO) e uma variedade impressionante de artesãos, escolhendo um nome em especial para homenagear: Milton Hatoum.

            Quem teve a oportunidade de participar do FLICS, além de conhecer o trabalho dessa grande quantidade de artistas, pôde ficar mais próximo do catálogo do sr. Hatoum, que desde a adaptação de um de seus livros, Dois Irmãos, em uma minissérie global, tornou-se menos estranho ao grande público.

            Digo menos estranho pois Hatoum não tornou-se digno de nota apenas pela adaptação, mas porque ele é o autor que melhor nos representa já faz um bom tempo. Ele apenas não havia ainda caído no gosto popular.

            Fora do curso de Letras, eu também não conhecia o trabalho do sr. Hatoum, e vim a fazê-lo apenas com a progressão de meus estudos, quando tive a chance de ler o primeiro livro publicado por ele, Relato de um certo Oriente, cuja leitura foi seguida pelo não menos instigante Cinzas do Norte e pela antologia A cidade ilhada, que reúne contos de uma Manaus que por vezes beira a fantasia.


        Um espaço inteiro na FLICS foi destinado a criar um ambiente que ilustrasse os cenários de Hatoum, que, pessoalmente, não se consagra como um autor refinado apenas por retratar o desenvolvimento da maior capital do Norte do país de uma perspectiva quase mágica, mas por frequentemente realizar o que Neil Gaiman fez em Deuses Americanos: capturar a essência de uma pátria não apenas do ponto de vista do nativo, mas também do imigrante que a abraça como sua.

            Enquanto leitor, o que para mim torna o trabalho de Milton Hatoum tão precioso a ponto de o homenagearmos em um evento pioneiro em nossa cidade é justamente sua capacidade de perceber que nossa identidade não é feita apenas por mim, manauara, mas pelas camadas com que o libanês, o inglês, o paulista, o caboclo, com que o Outro a reveste, tornando-a um organismo vivo, capaz de evoluir, de aprender, de tornar-se bela ainda que inconstante, de ser única justamente por ser diversa: uma torre de Babel à margem do Rio Negro.

Por hoje é isso gente, espero que tenham gostado, nos acompanhem pelas redes sociais! LEIAM MILTON HATOUM E DIGAM O QUE ACHARAM! Beijos e até a próximo! 

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