11 de agosto de 2017

[AUTORANDO] O VERDADEIRO VALOR DE J.K. ROWLING | POTTERDAY


Eae circenses, tudo bem? Aqui é o Jan.


No último dia 31 de julho, comemorou-se os 52 anos de uma das autoras mais populares do mundo: J.K. Rowling, que concebeu a saga Harry Potter, um legado que provavelmente nunca vai sumir do imaginário coletivo. Fenômeno da cultura pop, a obra de Rowling leva mérito por uma quantidade enorme de feitos, seja os temas que discute, a criação de um mundo fantástico cuidadosamente elaborado ou o desenvolvimento de personagens que marcaram toda uma geração.

Ainda que não me considere um chamado potterhead, tenho um profundo respeito pelo que Rowling deixou para o mundo, uma vez que O Cálice de Fogo foi um dos primeiros livros que tive o prazer de descobrir. Contudo, embora concorde que a saga mereça todos os louros que os fãs concedem, tenho uma opinião bem específica sobre o que torna a saga do Menino que Sobreviveu intrigante.


Desde o primeiro livro da série, A Pedra Filosofal, ficamos cientes de que Severo Snape, professor temido de Hogwarts, não nutre grandes afetos pelo jovem Harry, sendo um dos principais suspeitos de estar por trás dos eventos que aterrorizam a escola. Ao fim, sabemos que não só as suspeitas eram infundadas, como também Snape estava entre os professores que se esforçavam para proteger o protagonista.


Ao longo da saga, Snape não se torna um personagem menos suspeito, especialmente quando descobrimos que ele de fato já trabalhou com Lorde Voldemort, o temido antagonista da série. Mas também esbarramos em um fato interessante: nenhuma ação de Snape fora motivada por outra coisa além do amor que ele sentia pela mãe de Harry, Lilian Potter, o que justifica tanto seu desprezo quanto seus esforços para manter o jovem a salvo.

Se por um lado vemos Snape assumir esse papel de protetor duvidoso de Harry, não temos dúvida que outro personagem sempre quis o bem do rapaz: Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts. O cavaleiro branco na luta contra as Artes das Trevas, Dumbledore sempre gozou da confiança irrestrita de qualquer personagem, e um dos poucos que sabia das verdadeiras intenções e motivações de Severo Snape. No entanto, entendemos em As Relíquias da Morte que toda e qualquer concepção que vinha sendo construída desde 1997 poderia estar errada.


Conforme a saga encaminhava-se para o fim, vemos o declínio de Alvo Dumbledore como o bom velhinho, o símbolo de tudo o que é bom, pois além de sustentar desejos por poderes maiores, tinha o propósito inicial de utilizar Harry apenas como uma arma conveniente contra o Lorde das Trevas, um sacrifício para que Voldemort pudesse ser derrotado definitivamente. Já Snape é visto sob uma luz completamente diferente: de anti-herói, passamos a entendê-lo como um herói trágico, cujo coração foi quebrado inúmeras vezes, seja quando Lilian o rejeitou na infância, quando soube que o Lorde das Trevas a mataria, ou quando teve que segurar o cadáver de sua amada nos braços, jurando proteger a criança em memória da mulher que, mesmo depois de tanto tempo, nunca deixou de amar.


Em termos de narrativa, esta para mim é a grande proeza de Rowling como escritora: enquanto desconstruiu a imagem santa de um de seus maiores personagens, elevou a força de outro à medida que nos revelava seu passado, seu interior. Ao fim, Dumbledore não mais era um anjo, tampouco Snape era um demônio: ambos eram essencialmente humanos, impregnados de falhas de caráter e justamente por isso capazes dos mais sinceros atos de bondade.


Eis o meu parabéns, não apenas pela passagem do aniversário dessa mulher que é venerada por uma geração a qual ensinou a sonhar, mas também por fazê-lo de forma competente, mostrando que não é apenas uma escritora best-seller, mas uma artista.



Por hoje é isso gente! Espero que tenham gostado e até a próxima! Nos acompanhem nas redes sociais! PARABÉNS J.K.!

Créditos da imagem: https://favim.com/image/117687/

Um comentário:

Copyright © 2015 | Design e Código: Sanyt Design | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal • voltar ao topo