6 de setembro de 2017

[CIRCO NERD] PODE ATÉ SER FILME DO BATMAN, MAS QUEM BRILHA É ARLEQUINA


Eae circenses, tudo de boa? Aqui é o Jan, e nesta semana, resolvi falar sobre a mais nova animação da Warner Bros. para o Universo Animado da DC.


Muito pode ser dito (e mal-dito) das grandes produtos cinematográficos da DC Comics em parceria com a Warner, mas é inegável a qualidade que as animações do estúdio inspiradas nos quadrinhos da editora. Ao longo das últimas décadas, a DC investe em histórias fortes para o universo animado que vem construindo: a cada ano, temos uma grande quantidade de títulos novos que dão vida a arcos famosos dos quadrinhos, sem as mesmas limitações orçamentárias ou etárias que os filmes do DCU normalmente exigem.

O mais recente é Batman and Harley Quinn (2017), lançado nos cinemas americanos por apenas uma noite em 14 de agosto e disponibilizado em DVD. A história acompanha o Morcego e Asa Noturna no rastro de Hera Venenosa e Homem Florônico, que planejam transformar toda a vida humana na Terra em híbridos vegetais. A fim de salvar o mundo, a dupla dinâmica recorre a Arlequina, então aposentada de sua vida de crimes, para que os ajude a encontrar a amiga vilã.


Quem cresceu nos anos 90 claramente percebe a maior força da animação: a Gotham que vemos no filme é a mesma de Batman: The Animated Series, série considerada por muitos como uma das melhores adaptações de quadrinhos para a TV. Inclusive, o filme é escrito pelo mesmo produtor da série, o icônico Bruce Tim, responsável por popularizar o herói mundo afora.

No entanto, é justamente a maior força da animação que também a impede de se tornar um dos melhores títulos dentre as animações da DC: o filme é sábio em destacar Arlequina em função do hype de Esquadrão Suicida (2016), mas ao fazê-lo, obriga-se a utilizar um tom cômico que não combina muito com o universo sombrio de Bruce Tim (com direito a infames piadas de pum). Não é que seja proibido adicionar comédia no universo do Morcego, o filme frequentemente acerta nesse quesito (dá pra rir bastante), mas quando erra, causa uma vergonha alheia pesada.

E Arlequina, mais uma vez, é desnecessariamente sexualizada em UMA CENA particular que nada agrega para a trama.

Entre os pontos realmente ousados do filme, é destaque o uso da Hera Venenosa e do Homem Florônico - sendo este um personagem desconhecido do grande público - como antagonistas, uma vez que já estamos mais acostumados com rostos de vilões como Coringa, Mulher-Gato e Charada, além de envolver uma das mais interessantes personagens da editora, o Monstro do Pântano. Há também que se destacar as cenas de luta, que são extremamente bem feitas do começo ao fim do longa, o que ajuda a elevar a qualidade da produção.

Dito isso, a nova animação da DC, deslizes à parte, é um ótimo retorno ao mundo de The Animated Series, talvez produzida justamente para finalidades nostálgicas. Ver Hera Venenosa novamente sob o holofote é uma alegria para mim (sou fã dessa deusa verde), e é o tipo de coisa que nos dá esperanças de que os estúdios estejam deixando de focar apenas em seus grandes nomes, como Batman e Superman, reapresentando ao grande público personagens igualmente admiráveis que merecem uma chance de brilhar.

Ficou curioso? Dá uma olhada no trailer abaixo:


Espero que tenham gostado! Abraços e até a próxima! Nos ACOMPANHEM pelas redes sociais!

QUEM ESCREVE: JAN SANTOS
Instagram: @jan_ssnow

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